A tirania da pressa
Por Aender Borba
Quando um atleta de alto rendimento se prepara para um grande evento esportivo, ele sabe que o caminho a percorrer será de trabalho duro e muitas restrições. O caminho entre o preparo e o dia da competição é marcado por uma espera que o motiva e o faz confiar que todo seu esforço será recompensado de acordo com o seu rendimento. Esta poderia ser uma bela analogia para a vida cristã, desde que se considere uma diferença crucial. Na jornada cristã devemos aprender a confiar mais em Deus e menos em nós mesmos, porque fé exige que perseveremos nas promessas que dele recebemos em sua santa palavra e isso nos faz esperar enquanto prosseguimos.
C. S. Lewis diz que “odiamos esperar, porque a espera é uma voz que grita dentro de nós: ‘você não está no controle! ” Dizemos confiar em Deus, desde que ele submeta sua agenda à nossa. O próprio Abraão teve que aprender algo sobre isso quando tentou dar uma “ajudinha” para apressar a promessa. A pressa mata a virtude da espera e forja cristãos imaturos, inseguros e manipuladores. Em certo sentido, ter fé é perder o controle; é passar da autoconfiança para a confiança; é descansar enquanto caminha. Em toda Escritura, particularmente nos Salmos, a espera é o princípio gerador das orações do povo de Deus. “Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e meu Deus.” (Sl 42:5)
Fuja da tirania da pressa, porque “aqueles que esperam no Senhor renovam suas forças. Voam alto como águias, correm e não ficam exaustos, andam e não se cansam. (Is 40:31)

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