Postagens

Mostrando postagens com o rótulo sentido

Medo do impessoal

Imagem
 Por  Aender Borba Algumas correntes de pensamento ensinam que a melhor maneira de lidar com o medo é agir “como se” não houvesse resposta para ele. Um dos ensinamentos mais consistentes do cristianismo é que Deus é um ser pessoal, ou seja, ele é uma presença [Emanuel] e não uma projeção da mente. Sem um Deus pessoal, os homens estão apenas diante de partículas de energia, disso surge o temor real do impessoal. O psicólogo Karl Gustav Jung disse no final de sua vida que, “Deus não passa de alguma coisa que atravessa minha vontade fora de mim ou surge do inconsciente coletivo dentro de mim. Chame qualquer coisa de Deus e renda-se a ele”. Deixe-me ilustrar para contrapor o pensamento de Jung. Pense, por exemplo, em uma criança com medo de uma situação impessoal: sozinha num quarto escuro e cheia de medo não conseguem pegar no sono. Quando a mãe vai socorrê-la daquela situação, o medo do impessoal é tomado por uma presença que o ajuda a superar o medo. Na ocasião, a mãe não é uma...

O que nos guia é a pergunta

Imagem
 Por Aender Borba Todo mundo passa por uma fase de indecisão quanto a uma escolha profissional, no caso dos psicólogos, habilidades como: “ser bom ouvinte”, “empático” e “interesse em ajudar as pessoas” ..., na maioria das vezes foram determinantes para a decisão final quanto ao caminho a seguir. A dúvida ao escolher uma profissão é cruel, porque parece algo irreversível e tem que ser definitiva.  Poucas pessoas se dão conta de que o que nos movemos não são como características individuais, mas uma “pergunta”.  Pergunta que precisa ser sustentada enquanto critério que fundamenta a busca pela realização do sentido para onde ela aponta.  Infelizmente, em muitos casos, vai escoando no decorrer do percurso, chegando a ser esquecida e até abandonada.  Deixe-me ilustrar ... O aluno entra na faculdade achando que rompeu a pior de todas as barreiras.  Mal sabe que encarar 5 anos de graduação, baixas de horas de atividades complementares e dezenas de estágios não é ...

Desencontros linguísticos

Por Aender Borba     Durante a graduação, numa aula de psicologia social, a professora fez a seguinte pergunta: qual é a primeira instituição em que os seres humanos são inseridos? A maioria dos colegas, inclusive eu, respondeu: a família. Para surpresa geral de todos, a resposta estava errada e a professora disse que é a linguagem. Naquele momento, a afirmação não parecia fazer o menor sentido, pois nunca havia pensado na linguagem por essa perspectiva. Para mim, a linguagem era apenas um modo de comunicação, um meio pelo qual estabelecemos contato com os outros, etc. Eu não tinha clareza de como estamos imersos nela e, de certo modo, como estamos institucionalizados nesse universo de sentidos e significados das coisas.       No trabalho em aglomerados de BH e Contagem, percebo e afirmo que lá existe um modo próprio de pensar e de comunicar, um cultura estabelecida, que muitas vezes, nos deixa totalmente desconectado de tudo que se passa a nossa vol...