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Medo de não ser

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 Por Aender Borba Quem é você? Quantas tempo levamos para construir uma resposta a essa pergunta que “parece” simples, mas não é! Somos impelidos por muitas vozes a pensar a existência a partir do que fazemos, de quanto dinheiro conseguimos acumular ao longo da vida ou com algo a que gostaríamos de parecer. Quanto mais distantes de SER, mais precisamos TER para PARECER que somos. Não-ser se torna uma possibilidade iminente e poderosa de não realizar o sentido da existência. Lembra da pergunta de Hamlet? “Ser ou não ser...?” A questão é de ordem existencial e exige uma resposta que vai implicar em encarar a vida e a morte sem medo. Apesar de ser possibilidade, não-ser é assustadoramente angustiante e desesperador, mas uma proposta sedutora, pois apresenta o mundo com o romantismo ingênuo de que “tudo vai dar certo se eu mentalizar”. O homem moderno perdeu a consciência de onde veio, por isso não tem qualquer referência ao Ser, isso o faz se trancar numa sequência do puro acaso. Cria...

Medo do impessoal

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 Por  Aender Borba Algumas correntes de pensamento ensinam que a melhor maneira de lidar com o medo é agir “como se” não houvesse resposta para ele. Um dos ensinamentos mais consistentes do cristianismo é que Deus é um ser pessoal, ou seja, ele é uma presença [Emanuel] e não uma projeção da mente. Sem um Deus pessoal, os homens estão apenas diante de partículas de energia, disso surge o temor real do impessoal. O psicólogo Karl Gustav Jung disse no final de sua vida que, “Deus não passa de alguma coisa que atravessa minha vontade fora de mim ou surge do inconsciente coletivo dentro de mim. Chame qualquer coisa de Deus e renda-se a ele”. Deixe-me ilustrar para contrapor o pensamento de Jung. Pense, por exemplo, em uma criança com medo de uma situação impessoal: sozinha num quarto escuro e cheia de medo não conseguem pegar no sono. Quando a mãe vai socorrê-la daquela situação, o medo do impessoal é tomado por uma presença que o ajuda a superar o medo. Na ocasião, a mãe não é uma...

Você tem medo de quê?

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 Por Aender Borba Em geral, considera-se que o medo é a resposta emocional a uma ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura. Manuais de psicodiagnóstico mostram que os ataques de pânico se destacam dentro dos transtornos de ansiedade como um tipo particular de resposta ao medo. De acordo com o filósofo alemão Martin Heidegger, o medo é um convite a impropriedade. Ele nos faz não pensar na morte, deste modo os outros ou as circunstâncias assumem a tarefa de dar o sentido ao que deveria ser propriamente nosso. Ao fazer isso, passamos a viver alienados de nossa condição, com as agendas sempre cheias de distrações para nos ocuparmos de não ter que lidar com o inevitável. Vivemos um sentido impróprio; completamente sem direção e sem finalidade. Sem dúvida, o medo tem seu aspecto sensorial como resposta instintiva a estímulos aversivos, mas não apenas isso. O medo é a renúncia de responder com propriedade e responsabilidade às grandes quest...

Amor como resposta ao medo

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 Por Aender Borba Francis Schaeffer fala que o medo pode chegar com muitos disfarces, mas geralmente vem de três maneiras: o medo do impessoal, o medo de não-ser e o medo da morte, que estes sintetizam bem todos os outros.  O medo pode ser pequeno; um horror que leva ao desespero, ou algo entre esses dois extremos... quando cedemos à tentação de lidar com o medo a partir da INDIFERENÇA, "como se" ele não existisse (fazendo coisas para esquecer...), na verdade, estamos tratando-o como se nada, NEM DEUS, fosse capaz de dar sentido a ele. Para um cristão, Deus (a fé) não é um mero dispositivo psicológico ou uma energia cósmica - impessoal - ele é INFINITO e PESSOAL, ele é a PRESENÇA FIEL em todo tempo, sobretudo na angustia. Como uma mãe que acorda no meio da noite para atender o filho que está com medo do escuro (impessoal).  Algumas vezes, o medo do impessoal pode levar à completa fragmentação do SER, quando a pessoa se tranca nas jaulas do puro acaso e joga a chave fora. ...

Ensaio sobre fobias e a resposta cristã.

De forma geral, costumamos dizer que o medo é a resposta emocional a ameaça iminente real ou percebida, enquanto ansiedade é a antecipação de uma ameaça futura. Manuais de psicodiagnóstico mostram que os ataques de pânico se destacam dentro dos transtornos de ansiedade como um tipo particular de resposta ao medo. Muitos dos transtornos de ansiedade se desenvolvem na infância e tendem a persistir se não forem tratados. A maioria ocorre com mais frequência em indivíduos do sexo feminino, numa proporção de aproximadamente 2:1, em relação ao sexo masculino. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - DSM-5 diz que transtornos mentais são definidos em relação a normas e valores culturais, sociais e familiares. A cultura proporciona estruturas de interpretação que moldam a experiência e a expressão de sintomas, sinais e comportamentos que são os critérios para o diagnóstico. A cultura é transmitida, revisada e recriada dentro da família e de outros sistemas sociais e ins...