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Medo da morte

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 Por Aender Borba Tememos a morte porque ela causa rupturas temporais com tudo a que nos apegamos. Tememos a morte porque queremos ser lembrados, mas nem todos deixaram um legado importante. O que é mais assustador do que lidar a consciência de nossa finitude? Deixe-me te dizer: finitude, não é a morte, mas uma muralha com a qual você e eu nos defrontaremos em um ou em muitos momentos de nossas vidas e que, certamente, teremos muitas dificuldades para transpor. Toda vez que uma situação mostrar o limite do que insistimos não reconhecer, seremos imediatamente alcançados por uma angustia que pode nos levar a sucumbir. Seremos instigados a pensar que o mundo é produto de uma cega, insaciável e maligna vontade metafísica, como cria Schopenhauer. Reconhecer os limites da própria existência é o primeiro passo para superar o medo de não-ser. Uma existência autêntica admite a morte como um fato inevitável, mas não como fim, pois quem crê naquele que ressuscitou dos mortos, ainda que morra,...

Algo sobre a morte...

                                                                                                     Por Aender Borba Esta semana minha família foi surpreendida com a notícia repentina do falecimento de uma pessoa muito querida para todos nós, minha avó paterna, Olímpia Bárbara de Borba. Aos seus 87 era uma mulher muito forte, lúcida, gostava de passear, de se divertir e de cuidar da aparência. Nasceu e se criou no interior de Minas Gerais e deixou um legado de 13 filhos (um deles faleceu ainda na infância), 20 netos e 13 bisnetos. Sem dúvida alguma uma vencedora!!! Durante o tempo que aguardávamos pelo sepultamento, não pude deixar de observar a reação das pessoas velando minha avó dentro de sua própria casa.  Todos, ...