Por Aender Borba
Recorrentemente sou questionado sobre como consigo lidar com a prática da psicologia e a vocação pastoral; que alguns pensam se reduzir ao aconselhamento. Para quem não sabe, psicólogos brasileiros são proibidos por lei de dar conselhos, e até onde me consta, nem existe a cadeira de aconselhamento nos cursos de psicologia. Logo cedo aprendi com o querido professor José Paulo Giovanetti que sem uma visão de homem (mais tarde, aprendi que o nome disso é antropologia filosófica) não é possível cuidar de seres humanos. Fico impressionado como a maioria dos psicólogos (e conselheiros) não têm a menor noção da visão de homem que melhor explica QUEM É O SER HUMANO para eles, quiça sabem que existem tantas visões de homem quanto filósofos de destaque em todas as épocas. Este é um dos motivos pelos quais as pessoas acham que ir ao psicólogo é para "bater papo", e também porque conselhos (mau dados) geram situações ainda piores do que a demanda apresentada. Se você que me lê trabalha com psicoterapia, psicologia, aconselhamento ou qualquer outra prática de cuidado humano, esmere-se em estudar todas as visões antropológicas que puder, sobretudo, defina a que melhor explica o humano para você.Ah, antes que me esqueça de responder à pergunta inicial, é assim que eu consigo fazer distinção entre o trabalho pastoral e o psicológico: conheço algumas visões antropológicas e lido com a pessoa humana caso a caso. Meus pacientes e pessoas que já aconselhei podem testificar se em algum momento houve alguma confusão ou dificuldade de me situar dentro da vocação ou como psicoterapeuta.
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