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O que é a vossa vida?

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 Por Aender Borba O que é a vossa vida? Tiago 4: 13-15 Essa é uma pergunta que nunca deveríamos abandonar: "o que é a vossa vida?" Pensar sobre a vida é encarar seus movimentos, mas sobretudo reconhecer quem a governa.  Todos os empreendimentos humanos estão restritos ao tempo e ao espaço.  A despeito de nossos recursos intelectuais de resgatar memórias ou de antecipar alguns eventos futuros, só conseguimos fazer essas coisas hoje (no presente).  Este limite espaço-temporal deve nos remeter à pergunta de Tiago, pois garantias sobre o controle do curso de nossas próprias vidas?  Ele mesmo responde: "A vida é um sopro; é como uma névoa que aparece e pouco depois se dissipa." Sentir medo do futuro não é o mesmo que controlar o futuro.  Nossa condição finita e temporal deve nos dizer que temos um Deus infinito e pessoal.  Ele é o Senhor do tempo e também o Emanuel (Deus conosco), que nunca nos desampara, ainda que passemos pelo vale mais sombrio ou pela no...

Os efeitos da pornografia no cérebro e na alma

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Por Aender Borba  O  @ministeriofiel  publicou em seu canal do YouTube a palestra que proferi na  @conferenciafiel  do ano passado (2020). O tema foi: os efeitos da pornografia no cérebro e na alma . Espero que seja útil e abençoe os que assistirem.

Amor como resposta ao medo

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 Por Aender Borba Francis Schaeffer fala que o medo pode chegar com muitos disfarces, mas geralmente vem de três maneiras: o medo do impessoal, o medo de não-ser e o medo da morte, que estes sintetizam bem todos os outros.  O medo pode ser pequeno; um horror que leva ao desespero, ou algo entre esses dois extremos... quando cedemos à tentação de lidar com o medo a partir da INDIFERENÇA, "como se" ele não existisse (fazendo coisas para esquecer...), na verdade, estamos tratando-o como se nada, NEM DEUS, fosse capaz de dar sentido a ele. Para um cristão, Deus (a fé) não é um mero dispositivo psicológico ou uma energia cósmica - impessoal - ele é INFINITO e PESSOAL, ele é a PRESENÇA FIEL em todo tempo, sobretudo na angustia. Como uma mãe que acorda no meio da noite para atender o filho que está com medo do escuro (impessoal).  Algumas vezes, o medo do impessoal pode levar à completa fragmentação do SER, quando a pessoa se tranca nas jaulas do puro acaso e joga a chave fora. ...

Distrações e distorções

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 Por Aender Borba Texto publicado originalmente em  https://offlattes.com/archives/8686 A experiência temporal que encerra todos os seres humanos na mesma condição é comumente negligenciada como um fator constitutivo da nossa presença no mundo. É muito comum ouvir as pessoas reclamarem que “não têm tempo suficiente para fazer o que deveriam” ou que “o tempo está passando rápido demais”. Mais recentemente, o impacto das transformações digitais, com sua carga absurda de informações disponíveis nas mídias sociais, tem promovido a sensação de que quem não ouve (porque ler demora muito, então, o mais rápido é ouvir) todos os  vlogs  e  podcasts  que os produtores de conteúdo disponibilizaram  hoje  está desatualizado. O resultado é uma ansiedade generalizada por consumo de conteúdo e, consequentemente, uma angústia existencial gerada pela impossibilidade de corresponder, em tempo hábil, ao que está sendo ofertado: muitas vezes, soluções de péssima qual...

Sinta raiva, mas não peque

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 Por Aender Borba Para alguns psicólogos e neurocientistas a raiva é uma emoção básica, que pode ser definida como uma pretensão de causar dano e hostilizar alguém. A raiva é um tipo de reação que normalmente é percebida como um gradiente, que vai de uma posição normal até um ponto extremo (...raiva, ira, ódio, cólera...). Em termos comportamentais, o que se percebe e se torna passível de descrição é a manifestação do instinto de agressividade. Certamente, uma pequena dose de ira nos ajuda com o senso de autorrespeito e nos torna capazes de sustentar alguma dignidade. Eu prefiro chamar de "impeto", ou "brio", porque uma traço característico de toda pessoa irada é que ela se sente plenamente justificada no ato violento que comete, mesmo quando não. Quem sente raiva, sente que está correto nos motivos que o levaram a isso. É difícil fugir da ira porque a sua justificativa moral me afasta do estado em que estou. Neste sentido, ela passa ser uma justiça desmedida. A ira...

O amor conjugal

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 Por Aender Borba Lendo "O mar me contou" de Cláudio García Pintos, deparei-me com esse lindo capítulo sobre o amor conjugal.  A sintese que ele apresenta é sensacional, mas as explicações me chamaram ainda mais atenção para algo absolutamente necessário para se apreender esse amor: ele só acontece numa relação sujeito-sujeito (EU-TU). Fomos treinados a admitir como a verdade expressões como: "metade da laranja", "você me completa", "ela tem o que falta em mim", etc ... mas há um problema aqui.  O amor não é um analgésico para minhas insuficiências ou carências, pois o somatório de insuficiências resulta em mais insuficiência e não em complementação.  Duas pessoas completas, quando se amam, não perdem sua integridade e sua identidade, pelo contrário, quanto mais inteiras, mais capazes serão de se doar um para o outro.  Como cordas de um violão, que devem ter sua própria tensão, afinação e seu lugar próprio e soarem harmonicamente.   

Enfrentamentos diários da vida ordinária

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O problema real da vida cristã aparece onde as pessoas normalmente não procuram.  Ele aparece instantaneamente em que você acorda cada manhã.  Todos os desejos e esperanças para o dia correm para você como animais selvagens.  E a primeira tarefa de cada manhã consiste simplesmente em empurra-los todos para traz;  em dar ouvidos a outra voz, tomando aquele outro ponto de vista, deixando aquela outra vida mais ampla, mais forte e mais calma entrar como uma brisa.  E assim por diante, todos os dias.  Mantendo distância de todas as inquietações e de todos os aborrecimentos naturais, protegendo-se do vento. No começo, somos capazes de faze-lo somente por alguns momentos.  Mas então o novo tipo de vida estará se propagando por todo o nosso ser, porque então estamos deixando Cristo trabalhar em nós no lugar certo.  Trata-se da diferença entre a tinta, que está simplesmente colocado sobre a superfície, e uma mancha que penetra naquela superfície. Quando C...